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Sexta-feira, 19 de Julho de 2024
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Amigos...! Nem sempre são os que parecem.

Cuidado, as aparências engam.

José Luiz Ayres
Por José Luiz Ayres
Amigos...! Nem sempre são os que parecem.
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“Amigos”...!  Nem sempre são os que parecem.

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            Levados por essa vontade em viajar, fazer turismo, conhecer novos recantos, aproveitar de uma maneira saudável a vida, conviver com a natureza na sua plenitude, enfim desfrutar de momentos que certamente nos trarão um pouco mais de felicidade, a nos afastar destes caos urbanos das nossas megalópoles e seus eternos problemas, que tanto nos preocupam  no  dia a dia em nosso cotidiano.

            Decidimos então àquele ano, às férias de julho, embora já conhecêssemos a bela região sul mineira, fazer opção a localidade, que a nós tornou-se o ponto de referência, a cidade hidromineral de Lambari, em função de amigos que sempre demostraram interesse em conhecê-la, baseada nas fotos e vídeos por nos mostradas em anos anteriores.

            Acompanhado dos três filhos; dois jovens adolescentes e uma jovem meninota, a viagem foi uma festa, a cada parada de estrada para espairecer, as novidades eram muitas. A alegria e descontração imperavam de maneira indiscutível. A nossa chegada ao hotel, recepcionados pelos proprietários e seus gentis e educados funcionários, bem veio demonstrar o quanto éramos bem quistos e nossa presença em muito representava a eles, além de hóspedes, a nossa fidelidade por uma amizade construída  ao longo dos anos que por ali passamos e sermos condignamente recepcionados. A sensação de liberdade dos adolescentes era demonstrada nas mínimas atitudes, onde o sorriso sempre presente deixava ver a alegria em seus semblantes. O casal, entretanto, um pouco mais comedido nos gestos e ações, embora felizes, procurou manter certa fleuma a demonstrar superioridade, talvez visando quiser passar alguma respeitabilidade, em que até mesmo simples gesto nos parecia estudado. Em princípio estranhamos aquele procedimento, afinal nos pareceu apenas adaptação ao ambiente hoteleiro.

            Sentados à mesa para o almoço, os primeiros sinais de contrariedades começaram a surgir, com comentários desairosos ao hotel, onde o menosprezo passou a ser comparado a um “lixo”. Não pela moçada que se divertia e baixava o queixo na degustação, mas sim pela “madame” que até então, não deu uma só palavra de satisfação, a não ser depois de um lauto almoço, com a barriga cheia, se dispôs a desapreciar o simpático hotel que os bens recebeu.

             Em resumo, foram cinco dias de insatisfação e aborrecimentos. Não tinha mais onde “esconder” minha cara pela vergonha a qual fui exposto durante a permanência daqueles ditos “amigos”. O cidadão embora não se manifestasse, sempre caladão a demonstrar contrariedade, não sei se com a mulher ou os filhos, que  unidos aos jovens ali também hospedados curtiam a liberdade, era o retrato do inconformismo, já que raro eram às vezes que deixava o aposento a curtir uma sinuca, um papo descontraído, as conversas sobre o trivial do cotidiano, uma cerveja, ou caipirinha, enfim, negava-se ao entrosamento natural de uma convivência comum e notória em qualquer ambiente fora dos nossos habituais.

            Mesmo sendo indagado pelos amigos que ali estavam curtindo as férias, que nos conheciam, nos encontros anuais no hotel, sobre o dito meu “amigo” que não se chegava, sem nada a dizer, limitava-me a responder que era um introvertido.

            No jantar do quarto dia, ao chegarem à mesa onde já estávamos e os filhos que haviam degustado, dizendo que iam encontrar os amigos, ali permanecemos a aguardar o casal. Sob olhares de tensões, enfim se chegou,  abancou-se à mesa, com  sua mulher de cara de poucos amigos, tendo o lado esquerdo do rosto marca avermelhada como fosse agredida. Neste momento notando que a coisa fluía de forma desagradável, solicitamos licença, a nos levantar e deixar o local, antevendo possível encrenca,

            No dia seguinte, quando chegamos para o desjejum, João o nosso amigo e garçom, veio nos perguntar o que havia ocorrido com os nossos “amigos”, pois teve ordem da gerência de não mais atender a mesa 18, pois os hóspedes deixaram o hotel no início da manhã, e, apenas o recardo que nos falaremos futuramente.

            Moral da história: Nunca devemos confiar em aparências, pois podem nos levar a situações complicadas e vexatórias, fazendo com que nos tornemos coadjuvantes virtuais desta falsa aparência...

            Ah... Esses “turistas fleumáticos” quando sua fleuma e transforma na verdade mais que contundente e os tornam um “fleumão” de educação, são sem contestação de fato “fleumaticamente” uns picaretas, digo, uns pitorescos...

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