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Sexta-feira, 19 de Julho de 2024
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José Luiz Ayres
Por José Luiz Ayres
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Anônimos “Franciscos Lisboas”,os Aleijadinhos!?

            Certa feita curtíamos as delícias de Dores do Campo, uma das cidades famosas pelo acevo patrimonial histórico de Minas, quando no hotel onde nos encontrávamos integrados aos turistas que lá estavam, através da comunicabilidade natural comum entre as pessoas civilizadas, um assunto levantado por nós durante o “papo” descontraído veio a causar certa polêmica as obras do grande mestre escultor Antônio Francisco Lisboa, o lendário aleijadinho.

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            Dado ao grandioso acervo a ele atribuído através dos mais ilustres pesquisadores contemporâneos, várias obras do barroco mineiro considerada preciosa, cuja origem e criação a ele atribuem, nos deixam dúvidas, e o porquê, afinal mesmo sendo um excepcional escultor, sua capacidade de criação artística esmerada, não comportaria tamanha produtividade, tendo em vista ser muito solicitado pelas igrejas mineiras às cidades como: Ouro preto, Mariana, Congonhas do Campo, Dores do Campos e outra mais que incluem em seus acervos sacros trabalhos ditos de sua autoria, quando em suas passagens nos áureos períodos de sua existência, mesmo não se levando em conta a enfermidade (Hanseníase) de que foi  acometido, em que suas mãos passaram a sofrer muito pelo agravamento da terrível doença,  que inclusive veio a leva-lo a morte.

            O ceticismo levantado, em princípio causou junto ao grupo que conversava,   certo constrangimento emocional, já que a maioria discordou da nossa tese. Mas com explanações, argumentações palpáveis, em que interesses turísticos regionais  atuantes se fizessem presentes, fomos obtendo adesões de até mesmo dos “oriundi mineiros”, que se não tinham dúvidas, passaram a “querer” tê-las, embora as tangenciassem alegando que o Mestre havia feito escola, tornando-se quem sabe, seus auxiliares em discípulos, ou quiçá, quem negaria, falsificadores...

            Depois de várias horas,  o que era um mero assunto informal, tornou-se um polêmico e salutar debate cultural entre amadores aficionados, apreciadores da arte, cuja cultura se restringia à sua dimensão pessoal pelo conhecimento autodidata, sobre aquilo que a cada um parecia fundamental; a memória cultural do país através da sua gente, seus hábitos e a cultura popular na reconstituição da história para a criação do seu patrimônio histórico.

            Moral da história: Na verdade a luz do conhecimento, faz do cidadão culto esquecer as dúvidas concernentes a grandes vultos cultuados no país, em favor da vontade de engrandecê-lo para si mesmo, ainda mais quando seu valor cultural já é conhecido.

            Ah... “Estes turistas apreciadores da arte” quando se veem diante de dúvidas suscitadas que possivelmente possam arranhar a imagem cultural do país, são uns pitorescos tentando encobrir realidades incontestes, mas que em nada representarão em detrimento da nossa cultura e do seu valor histórico. A cultura acima de qualquer dúvida... Mas que elas, as dúvidas, existem, sem contestação existem...

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