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Terça-feira, 18 de Junho de 2024
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Desconfie sempre; tenha cuidado!

Desconfiar faz parte do viver...

José Luiz Ayres
Por José Luiz Ayres
Desconfie sempre; tenha cuidado!
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Desconfie sempre; tenha cuidado!!!

 

Àquela tarde, lá estava eu debruçado à varanda do quarto daquele deslumbrante hotel, encravado a serra da Mantiqueira, em total relaxamento após um dia repleto de atribuições prazerosas, a descortinar o esplêndido visual que ocaso começava a proporcionar, emoldurado a natureza onde as matas, as montanhas, a fauna, a campina e suas araucárias pontilhadas a bela paisagem, deixando a admirável imagem bucólica a fazer com que rebuscasse à memória em devaneios, momentos em recordações que marcaram indeléveis o passado.

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Ali, absorto, transportado como por um sonho fosse às relíquias do passado, envolvido pela brisa gostosa que já começava a trazer o frescor gélido dado ao prenúncio do entardecer, de súbito, ouço o soar da campainha do quarto. Um tanto surpreso, fui à direção da porta, que ao abri-la, mais surpreso fiquei ao me deparar com uma camareira tendo à mão bandeja contendo duas xícaras e bule de chá. Espantado, disse não haver solicitado o tal serviço de quarto e deve ter algum engano. Sorrindo, a mulher me respondeu que não era nem uma coisa nem outra, mas sim o pretexto em procurá-los a fim de alertar sobre algo em sigilo que vem ocorrendo no hotel. Solicitando-a entrar, mesmo estando só pela ausência de minha mulher que foi com duas amigas à cidade em passeio, a jovem um pouco titubeante e acanhada aceitou, e, tímida com certo  recato, coçou a cabeça, passou a mão no queixo e após um tempo me indagou se por acaso demos por falta de algum pertence, em especial, lingeries como: calcinhas, baby-dolls, sutiãs. Perplexo pelo que ouvia, disse que não. A final isto é um fato insólito e grave, bem inusitado. Diria até absurdo aqui nesse hotel! Retrucando, a mulher desarticulada, concordou e solicitou-me que mantivesse o sigilo, pois foi exigido que não comentássemos com os hóspedes sobre pena de demissão, já que as duas mulheres que foram vítimas desse “roubo”, indignadas deixaram o hotel. Só estou contando a vocês por considerações. Afinal vocês têm sido bem educados e gentis em nos tratar diariamente.

 

Com o retorno de minha mulher, narrei sobre o ocorrido e resolvi pegar o “rato” armando uma “ratoeira”, caso viesse conosco acontecer. Naquela tarde, fui à cidade e adquiri quatro calcinhas rendadas. Colocando-as molhadas sobre as toalhas de banho juntamente com duas cuecas, no intuito de provocar pela quantidade de peças a supordesatenção de nossa parte ao recolhê-las, armamos a “ratoeira”

.

Pela manhã ao deixarmos o aposento, lá estavam como “bandeiras” expostas, sobre as toalhas molhadas de banho, à espera do “rato”. Se é que apareceria! Após o almoço, lá fomos nós ao quarto efetuar nossa higienização bucal e então a decepção; as peças, todas, estavam sobre a cama como as toalhas trocadas. No dia seguinte não repetimos a operação e apenas deixei as cuecas no Box a secarem. Só que ao deixarmos o quarto e seguirmos pelo corredor, ao cruzar com a área que levava ao setor de serviços, fomos abordados por aquela serviçal a dizer que o caso havia sido esclarecido graças a nós. Um tanto surpresos, indaguei o porquê, já que não demos porfalta de nada. Então nos foi dito, que a tal pessoa que abusava na retirada das peças, pega em flagrante pela gerente, levava o produto do “roubo” dentro das toalhas usadas e, ao retirá-las do carrinho à lavanderia, vestia as mesmas sobre a sua sem que houvesse qualquer suspeita ou dúvida à vistoria ao sair em suas bolsas.  Mas o mais grave, é que estava sendo paga para isso em favor de um hóspede que a gratificava muito bem. O tarado foi “convidado” a deixar o hotel mesmo sobre protestos jurando inocência depois de acareado e confrontado junto a sua cúmplice. Quanto à dita parceira, foi despedida por justa causa ao confessar sua história. A peça extraída em questão foi a do quarto 315; do nosso aposento, a qual depois de devidamente lavada fora reconduzida ao local. Embora em parte pasmados, aceitamos o desenrolar do caso e resolvemos presenteá-la com as quatro calcinhas usadas como isca, esclarecendo que eram novas, pois foram compradas para esse fim. Agradecendo-nos, aceitou de bom grado.

Moral da História: A desconfiança sempre faz parte de nosso dia-a-dia, notadamente quando desfrutamos de ambientes que nos parecem confiáveis e acima de qualquer suspeita. Nunca se sabe o que poderemos encontrar quando imbuídos em nosso turismo, a sermos classificados como pitorescos!

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