O respeito é para ser respeitado!
Sentado num dos bancos do jardim no hotel o qual nos hospedávamos, à cidade de Itaperuna norte do Rio de Janeiro, três hóspedes se chegam após o guloso almoço, a ocupar o banco frontal ao que me encontrava. Recostado, despreocupado e alheio a tudo curtindo a paz que imperava àquele recanto, tomado vez por outra pela sonolência que fazia pesar as pálpebras, resolvi reagir a madorna acendendo o cachimbo.
Entre espaçadas baforadas, refeito da pasmaceira, passei observar o “papo” dos três, não que quisesse bisbilhotar, mas sim pelo hábito contumaz de observador que sou dos nossos turistas. De súbito, um deles colocou em questão um fato que realmente me aguçou a curiosidade e que sem dúvida era um questionamento para ser posto a prova pela inusitável situação ora apresentada.
Contava ele, que certa feita; dizia-se um praticante do naturismo, quando curtia a natureza em sua plenitude, ao retornar de uma exuberante caminhada juntamente com um grupo, em que a maioria era constituída por mulheres, quando uma das companheiras, que posicionava à minha frente, se dirigi a amiga ao seu lado, se expressando que estava sentindo, embora um tanto longe, cólicas que lhe pareciam chegada da menstruação, mais que causavam dúvidas, pois não era a época pelas suas contas.
A amiga um tanto perplexa, mostrando-se um pouco preocupada, provavelmente, querendo amenizar a dificuldade da colega, indagou se não havia feito às contas, sabendo que estaria aqui nesta oportunidade. Mas de qualquer eventualidade, se destacariam do grupo e ficariam na expectativa da chegada do mênstruo a se utilizarem da garrafa de água que levavam caso viesse se concretizar. Todavia, baseado no ambiente onde a compreensão se fazia presente e então o respeito se mostrava favorável a um possível contratempo, uma das outras amigas que escutara a conversa, abrindo um imenso sorriso, e dirige-se a desafortunada companheira, em total descontração e fala: -- querida, vê-se que você nunca frequentou um campo de naturismo, mesmo sabendo que devemos antes de aderirmos tal prazer, projetarmos nossa contas para evitarmos estas simples, porém, ocorrências que a mulher tem em suas feminilidades, que entretanto saberá conviver com o problema.
Nestas alturas, o grupo passou, a saber, do possível drama que se implantou. Eu um tanto pesaroso, segundo revelou o cidadão que conviveu no naturismo, resolveu como sendo um dos três cidadãos presentes e como tal acostumado este tipo de prazer, dar uma de conhecedor da arte de frequentar o naturismo, a dizer que por respeito a moça, os três seguiriam seu caminho, e elas se estenderem na melhor forma de apaziguarem auxiliando a colega no mau momento. Assim, foi narrada uma passagem ocorrida num campo de naturismo, por um cidadão que se dizia frequentador deste tipo de lazer, onde a sua evidente narrativa foi posta em dúvida, pela forma que se expressou junto aos companheiros e logicamente a mim que tive a infeliz falácia do ilustre falastrão posta em meus ouvidos como se penico fossem. Afinal nos pareceu que o referido cidadão, queria dar uma de vivente neste tipo de acontecimentos, a mostrar-se que seria bem normal a um frequentador do naturismo como ele, a por em prática, seus conhecimentos, se intrometendo em assuntos alheios., talvez para aparecer junto aos colegas que ali estavam ao escutar suas falácias, que era um importante conhecedor da prática do naturismo...
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