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Sexta-feira, 19 de Julho de 2024
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Por intercessão de São Patrício

No perdão sua vida se transformou...

José Luiz Ayres
Por José Luiz Ayres
Por intercessão de São Patrício
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Por intercessão de São Patrício

            Àquela manhã, chega-se à plataforma da estação férrea de Rio das Flores, por volta das 5,30 horas, conduzindo sua pequena mala, padre Barbosa, vez que embarcaria no expresso  das 6,15 hs, rumo a cidade de Santa Isabel em que oficiaria naquele dia, consagrado a São Patrício, cerimônias  e festividades comemorativas ao dia, numa fazenda a qual o fazendeiro de nome “coronel Patrício” já há anos vem realizando ,com missa à capela da fazenda; batizados, confissões, almoço festivo a todos os empregados e convidados  e finalmente os  casamentos coletivo ao final de tarde com muita festa, música, danças, com o encerramento em queima de fogos.

            Sentado à plataforma no velho banco de madeira, tendo ao lado sua mala inseparável cujo conteúdo é todo o aparato religioso que esta sempre a sua disposição, como: paramentos, estolas, óleo, incenso, pequeno turíbulo, uma caixa com as hóstias consagradas, um vidro com vinho também consagrado, entre objetos pessoais, quando um jovem maltrapilho, de aspecto desprezível pela sociedade discriminatória que caminhava na plataforma, chega-se ao padre Barbosa pedindo sua benção. Barbosa um tanto pesaroso, apresentando doce sorriso, estica sua mão, com o rapaz em gesto  de humildade, a se curvar e beijá-la, com Barbosa  a colocar a outra mão sobre sua cabeça a dizer: - Que Deus o  proteja e ilumine seus caminhos. Vai com Deus. Olhando-o a se afastar, roga  a São Patrício que   ajude essa alma desorientada e perdida que perambula a procura de um caminho digno.

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            Erguendo-se do banco, Barbosa vai à procura do amigo chefe da estação para dar as boas vindas e obviamente saborear o delicioso e aromático café, cujo odor já extrapolava  o interior da estação. Após a prosa com o amigo, degustar o café, retornou a plataforma na espera do expresso que não tardava chegar.  No que ocorreu e lá se foi Barbosa rumo ao seu destino religioso.

            Durante a viagem, abrindo sua mala objetivando uma simples conferência dos objetos, observou que a caixa das hóstias e o vidro do vinho não se encontravam. Estranhando tal fato, pois tinha a certeza que os havia guardado, preocupou-se. Afinal como iria proceder a liturgia, sem ministrar comunhão aos fiéis, já que o vinho seria fácil, mas as hóstias? Teria que improvisá-las solicitando da fazenda que providenciasse com a utilização de biscoitos, os quais seriam consagrados. Felizmente todos compreenderam  as razões,  aceitando a improvisação que foi considerada perante Deus como válida.

            À manhã do dia seguinte, ao desembarcar do trem, o amigo chefe da estação o chama à sua sala. Lá estava a um canto, o tal rapaz que no dia anterior lhe pedira a benção e desejava lhe falar. Barbosa, .perplexo, então passa a ouvi-lo. – Perdão meu padre. Eu  pequei, se possível me de o perdão pelo que fiz.  Barbosa meio confuso, o indaga: - Meu rapaz,  perdoá-lo porque? O jovem  estendendo o braço segurando um embrulho o entrega a dizer: - Eu tirei de sua  mala as hóstias e o vidro com vinho, por não achar o que comer e as comi e bebi para diminuir minha fome, que me torturava por dois dias a andar por esses caminho à procura do que comer. Estes são a caixas e o vidro vazio. Abraçando-o, Barbosa o levou até a matriz e naquele mesmo dia embarcou de volta à fazenda do coronel Patrício, onde narrou sobre o fato e obteve do fazendeiro a contratação do jovem, de nome José, em seus quadros funcionais e que  passou a ser o responsável, entre várias atividades, como o cuidador da orada da fazenda em que por intercessão de São Patrício ,( mês determinado a ele em março)foi atendido com a graça alcançada, onde padre Barbosa atuou rogando a Deus pelo jovem José... A cada visita a fazenda, e evidente às comemorações no dia de São Patrício, Padre Barbosa era recebido pelo jovem José  à estação férrea e conduzido na charrete até a fazenda, sempre a agradecê-lo por ser trabalhador de total confiança do coronel Patrício, onde passou a ter o seu teto para morar numa casinha que o patrão mandou construir.  Doze anos depois, Padre Barbosa teve a honra de celebrar entre mais dois colegas da fazenda, seu casamento com a jovem Maria  e um ano a seguir, o batizado do filho de nome Patrício em homenagem a seu patrão, que também foi o padrinho da criança

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