Qual é o pior, flatulências ou cigarros ?
Seguia o nosso ônibus com destino a Juiz de fora, famosa cidade de Minas Gerais, cuja população vem sendo conhecida há muitos anos, dada a proximidade com a época que o Rio de Janeiro era a Capital do pais e que se mantem até o presente como “cariocas do brejo”, nos seus pouco mais de 150km pela importante rodovia BR040, a deixar a distância entre as cidades bastante curta no acesso.
O veiculo apresentava-se com sua ocupação um tanto reduzida, quando um passageiro de havia sentado à segunda poltrona pela esquerda, resolve após algum tempo de viagem, depois de se utilizar do toalete, sentar-se ao fundo do veículo. O seu intuito pelo que pude observá-lo, era por ser um tabagista. Naquela fase, já havia um bochicho sobre a proibição do fumo em coletivos, mesmo aqueles destinados as viagens longas, onde o uso de cachimbos e charutos já era proibido, mas não sei por que, o cigarro ainda mantinha-se sem qualquer restrição ao usuário. Todavia, algumas empresas passaram a permitir o cigarro apenas nos dois últimos bancos do coletivo, cujas janelas não eram fixas e o fumante deveria fecha-la tão logo terminasse o seu “vício”; isto é, desde que os assentos estivessem desocupados, se não paciência e o fumo só quando tivessem as paradas. Acomodado à última poltrona, sem que houvesse próximo algum passageiro, abriu o vidro, acendeu o cigarro puxando forte tragada para logo a seguir expelir a fumaça lentamente pela janela.
Nas primeiras poltronas, um casal talvez pelo ruído do riscar do fósforo e o cheiro caraterístico da pólvora, olhando para trás, observa que o cidadão ao fundo do veículo e, cochichando ao ouvido da mulher lhe falou algo. Não demorou o homem se ergue do lugar indo até o fumante e de forma agressiva, recriminatória e o fala: -- O cara! , Você não sabe que é proibido fumar? Apague esse cigarro fedorento, pois nos esta incomodando... O recriminado com ar de inocente, apenas limitou-se a ouvir a repreensão, embora pudesse até argumentar que o cartaz afixado à cabine do motorista o dava este direito. Mas evitando polemizar, acabou jogando o cigarro fora e levantando-se foi se posicionar na sua poltrona de origem, que era atrás do tal casal encrenqueiro.
A viagem prosseguia tranquila, quando em dado momento, um novo cheiro caraterístico de “flatulências ”,impregna o ambiente de forma desagradável. Não demorou, outra carga é sentida mais forte, só que agora veio seguida de som natural oriundo da poltrona da frente, aonde o casal se encontrava. E assim foi se sucedendo outros “traques” fedorentos, em que o cheiro era quase constante. Até que o tabagista irritado, ergue-se da poltrona, bate ao ombro do peidorreiro e fala: -- O meu, mesmo que não haja Lei que proíba tal procedimento sobre “peidar” em ônibus, vê se tem mais educação e compostura, afinal nossas narinas e estômagos, não são obrigados a aceitar tanta porcaria. Se não consegue se segurar, coloque rolha nessa tubulação de esgoto...!
Moral da história: Nunca devemos exigir nada de ninguém, mesmo quando achamos ter a Lei ao nosso favor, pois cumpri-la é dever de todo cidadão de bem, entretanto não temos o direito de exigir tal cumprimento, se não possuímos compostura e respeito para exigi-la.
Ah... Esses “turistas exigentes” no cumprimento da Lei, quando a mesma não legisla contra seus hábitos naturais e ficam a vontade, sempre nos causam problemas que por vezes embora desagradáveis... São até certo ponto bem pitorescos...
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