SÃO LOURENÇO ATUAL

Estudo mapeia e analisa 58 nascentes de águas dentro de São Lourenço

O estudo analisou e apontou os principais problemas ambientais da água na cidade

O pesquisador Agnelo Filho apresenta o trabalho inédito sobre as nascentes de água na cidade/Foto: SL Atual

Um estudo inédito sobre as nascentes de água dentro do território de São Lourenço foi apresentado pela Associação Terra das Águas – Movimento todos por São Lourenço na última quinta-feira, 25. Essa foi uma primeira etapa do trabalho de identificação das nascentes para preservação delas.

O estudo, que contou com a parceria do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), fez o mapeamento de 58 nascentes no bairro Solar dos Lagos e em algumas partes da região central da cidade. Ele contou ainda com mapeamento georreferenciado, análise da vazão, química e ambiental de cada uma delas.

A pesquisa ainda encontrou nascentes de água dentro de residências, hotéis e lojas. Mostrou o problema do bairro Solar dos Lagos, que é uma área que possui diversas nascentes e tem residências construídas em cima delas. As nascentes pesquisadas tiveram as amostras colhidas e analisadas no laboratório do SAAE, que foi cedido para os pesquisadores.

De acordo com o pesquisador, Agnelo Sebastião Lima Silveira Filho, graduando e mestrando em engenharia hídrica, a maior motivação para a realização do estudo na cidade são os problemas ambientais que ela enfrenta.

“As nascentes e áreas mapeadas possuem diversos problemas e os principais são a supressão da vegetação, resíduos sólidos, invasão de Áreas de Preservação Ambiental, as APPs, e utilização dessas áreas para depósito de material de construção. A gente vê um problema qualitativo nas áreas de nascentes, pois, a partir do momento que você não tem uma área isolada, isso acarreta na baixa qualidade do recurso hídrico”, explicou o pesquisador.

“Esses problemas de resíduos sólidos e invasão das APPs tem impacto direto com a gente. Essas águas vão chegar até os nossos rios que são as nossas fontes principais de recurso hídrico. É difícil para a população enxergar isso. É justamente esse tipo de trabalho, juntamente com a educação ambiental, que vai trazer um dado importante para a cidade e fazer com que a população enxergue de onde vem as águas”, complementou Agnelo.

O pesquisador alertou que, mesmo com todos os problemas encontrados de degradação, ainda é possível preservar as nascentes de água. “No nosso país a gente sempre teve uma disponibilidade grande de recurso hídrico e atualmente estamos tendo problemas com a questão de qualidade. O mais importante é focar naquilo que a gente pode fazer para preservar e cercar as áreas de nascentes”, disse.

Recursos para a pesquisa

Para realização da pesquisa, a Associação Terra das Águas participou de um chamamento público do SAAE, onde apresentou toda a documentação e o projeto de pesquisa, e recebeu 0,5% da receita operacional da autarquia. A disponibilização do recurso obedece a determinação da lei 12.503/97, que cria o Programa Estadual de Conservação da Água.

Além da disponibilização do recurso determinado por lei, a autarquia ainda cedeu um estagiário em engenharia ambiental, veículo para locomoção durante os trabalhos e o laboratório para realização das análises das amostras de água.

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Estudo mapeia e analisa 58 nascentes de águas dentro de São Lourenço

Um estudo inédito sobre as nascentes de água dentro do território de São Lourenço foi apresentado pela Associação Terra das Águas – Movimento todos por São Lourenço na última quinta-feira, 25. Essa foi uma primeira etapa do trabalho de identificação das nascentes para preservação delas.

O estudo, que contou com a parceria do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), fez o mapeamento de 58 nascentes no bairro Solar dos Lagos e em algumas partes da região central da cidade. Ele contou ainda com mapeamento georreferenciado, análise da vazão, química e ambiental de cada uma delas.

A pesquisa ainda encontrou nascentes de água dentro de residências, hotéis e lojas. Mostrou o problema do bairro Solar dos Lagos, que é uma área que possui diversas nascentes e tem residências construídas em cima delas. As nascentes pesquisadas tiveram as amostras colhidas e analisadas no laboratório do SAAE, que foi cedido para os pesquisadores.

De acordo com o pesquisador, Agnelo Sebastião Lima Silveira Filho, graduando e mestrando em engenharia hídrica, a maior motivação para a realização do estudo na cidade são os problemas ambientais que ela enfrenta.

“As nascentes e áreas mapeadas possuem diversos problemas e os principais são a supressão da vegetação, resíduos sólidos, invasão de Áreas de Preservação Ambiental, as APPs, e utilização dessas áreas para depósito de material de construção. A gente vê um problema qualitativo nas áreas de nascentes, pois, a partir do momento que você não tem uma área isolada, isso acarreta na baixa qualidade do recurso hídrico”, explicou o pesquisador.

“Esses problemas de resíduos sólidos e invasão das APPs tem impacto direto com a gente. Essas águas vão chegar até os nossos rios que são as nossas fontes principais de recurso hídrico. É difícil para a população enxergar isso. É justamente esse tipo de trabalho, juntamente com a educação ambiental, que vai trazer um dado importante para a cidade e fazer com que a população enxergue de onde vem as águas”, complementou Agnelo.

O pesquisador alertou que, mesmo com todos os problemas encontrados de degradação, ainda é possível preservar as nascentes de água. “No nosso país a gente sempre teve uma disponibilidade grande de recurso hídrico e atualmente estamos tendo problemas com a questão de qualidade. O mais importante é focar naquilo que a gente pode fazer para preservar e cercar as áreas de nascentes”, disse.

Recursos para a pesquisa

Para realização da pesquisa, a Associação Terra das Águas participou de um chamamento público do SAAE, onde apresentou toda a documentação e o projeto de pesquisa, e recebeu 0,5% da receita operacional da autarquia. A disponibilização do recurso obedece a determinação da lei 12.503/97, que cria o Programa Estadual de Conservação da Água.

Além da disponibilização do recurso determinado por lei, a autarquia ainda cedeu um estagiário em engenharia ambiental, veículo para locomoção durante os trabalhos e o laboratório para realização das análises das amostras de água.

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