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Sábado, 24 de outubro de 2020
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Meio Ambiente

Estudo sobre o lixo para ampliar coleta seletiva em São Lourenço é iniciado

O objetivo do estudo é conhecer os tipos resíduos e definir as possibilidades de destinação

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Analistas ambientais do Instituto Gesóis iniciaram um minucioso estudo sobre o lixo de São Lourenço. O objetivo é ampliar a coleta seletiva na cidade e, para isso, os técnicos começaram a entender como é composto o Resíduo Sólido Urbano (RSU) local.

Em São Lourenço são produzidas mais de 1,3 mil toneladas de lixo por mês que, sem ser separado, vai parar em baixo da no aterro sanitário da cidade, próximo ao Rio Verde, após serem coletados durante todo o dia pelos caminhões basculantes em toda a cidade. Com o estudo, vai ser possível avaliar a adesão da população a campanhas já implantadas, estimar o potencial de recuperação dos materiais encontrados, identificar fontes de geração de cada componente e definir as possibilidades de destinação de cada parcela dos resíduos.

Amostragens da coleta convencional foram levadas para o pátio da sede Coopreci, a cooperativa dos catadores de materiais recicláveis, e lá os analistas ambientais do Instituto Gesois treinaram os catadores para separarem, durante uma semana, todo o material encontrado. Com essa separação, chamada de gravimetria, vai ser possível verificar a porcentagem de cada tipo de material que compõe o RSU da cidade: papel, plástico, metal, vidro, matéria orgânica e rejeitos.

De acordo com a gerente de Serviços Urbanos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Patrícia Baltar, a quantidade de lixo reaproveitada na reciclagem ainda é bastante inferior a jogada no aterro todos os dias. “Há 30 dias recolhíamos 1,5 mil Kg de recicláveis por semana. Atualmente, com o trabalho realizado, o quantitativo já chega 4,5 mil Kg de lixo por semana com o programa reculturar”, contabilizou Patrícia Baltar.

Para a presidente da Associação Terra das Águas – Movimento todos por São Lourenço, Maria José Santos Mesquita, para ampliar a coleta seletiva na cidade, é preciso conscientização da população, que pode ajudar bastante na redução dos impactos gerados pelo lixo jogado na natureza.

“A responsabilidade pela coleta seletiva é de cada um e começa dentro da casa de um. Não é porque pagamos uma taxa de coleta do lixo que devemos colocar o lixo na rua. Ao invés de ir para o lixão, o lixo pode gerar emprego e renda, como é o caso da Coopreci que tem toda sua renda divida entre os seis cooperados”, argumentou Maria José.

O estudo

A mesma ação ainda está sendo realizada em mais 18 municípios. Os municípios participaram de um edital da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) de Minas Gerais. No sul de Minas, os municípios contemplados, além de São Lourenço, foram: Caxambu, Itanhandu e Nepomuceno.

As atividades que contribuirão para a destinação correta do RSU dos municípios terão duração de 12 meses e passarão pelas etapas de Diagnóstico, Planejamento, Implantação e Monitoramento. Um seminário para apresentação dos resultados dos tipos de resíduos do município está previsto para o mês de junho. No final de cada etapa haverá um seminário.

Em São Lourenço, as ações estão sendo desenvolvidas em parceria do SAAE, Associação Terra das Águas e Coopreci juntamente com a FEAM e Instituto Gesois.

Créditos (Imagem de capa): Os analistas ambientais iniciaram os estudos com análise de amostragens da coleta convencional/Foto: Divulgação/Gesois

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