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Terça-feira, 18 de Junho de 2024
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Projeto de lei quer proibir população de alimentar pombos na cidade

O objetivo é combater o aumento da população de pombos e as doenças trazidas pela ave

São Lourenço Atual
Por São Lourenço Atual
Projeto de lei quer proibir população de alimentar pombos na cidade
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Um projeto de lei que tem por objetivo proibir a alimentação de pombos em locais públicos está tramitando na Câmara Municipal. A lei, se entrar em vigor, pretende resolver diversos problemas consequentes da alimentação desses animais, a exemplo do aumento populacional e do risco de doenças trazidos por eles.

O projeto de lei é extenso e vai compor o código de posturas do município. O texto da lei inclui a proibição das pessoas alimentarem os pombos em vias públicas ou nas próprias residências, sem que esses animais fiquem retidos nela.

A propositura da lei é do vereador Orlando da Silva Gomes (PRB). Segundo o parlamentar esse não é um problema isolado de um ponto da cidade, mas de vários outros. “São pelo menos 12 pontos na cidade que estão cidade com esse problema. Isso gera inclusive desentendimento entre vizinhos e a gente sabe que os pombos trazem doenças”, disse o parlamentar.

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“Atualmente, as pessoas fazem a reclamação e nenhuma medida pode ser tomada porque não há legislação que regulamente as providências. Se aprovada, os fiscais da prefeitura poderão agir em relação a uma pessoa que esteja alimentando os pombos e a prática esteja prejudicando outras”, explicou Orlando da Silva Gomes.


A advogada e professora, Sônia Fernandes, é uma das pessoas que enfrenta problemas diários em relação aos pombos. Ela viu a população de pombos no entorno de sua casa crescer de maneira de alarmante depois que uma vizinha começou a alimentar os animais diariamente.

“Minha maior preocupação é com as doenças que os pombos podem trazer. Uma das minhas vizinhas alimentava os pombos na rua e eles acabam vindo para a minha casa e para a casa de outras pessoas. No início, eram cerca de 20 pombos que vinham buscar o alimento. Atualmente são mais de cem. Mesmo a vizinha alimentando as aves dentro da casa dela, o problema persiste”, disse Sônia Fernandes.

Devido ao risco das doenças e a sujeira deixada pelas aves, a presença delas gera trabalho e prejuízo a dona de casa. “Na minha casa tenho que lavar o quintal diariamente para retirar as fezes e as penas que cobrem toda a extensão da área. Mesmo protegido com tela, o meu sótão fica cheio de penas. Os ninhos e as penas entopem as calhas, com isso, sempre preciso pagar uma pessoa para subir no telhado e limpar a sujeira dos pombos”, declarou a advogada.

De acordo com a protetora dos animais, Denise Lage, a lei não prejudicará a sobrevivência dos pombos. “Ao parar de alimentar o pombo como se está acostumado, ele vai procurar outro local para se alimentar. Não vai morrer de fome e essa lei não vai prejudicar em nada os pombos. O que não concordamos é com os maus trato e as pessoas matarem os animais”, afirmou Denise Lage.

Para médico veterinário, Rodrigo Couto dos Santos, as doenças trazidas pelos pombos afetam tanto o homem como animais, a exemplo de cães, gatos, bovinos, pássaros, entre outros. “Não podemos permitir que pombos comam sobras de ração de animais domésticos. A população também deve ser esclarecida que o hábito de fornecer alimentos para pombos acarreta desequilíbrio populacional com proliferação excessiva dessas aves, desencadeando problemas para o meio ambiente e afetando a qualidade de vida das pessoas”, esclareceu o veterinário.

Doenças

São várias as doenças que podem ser trazidas pelos pombos. A maioria delas são transmitidas pelas fezes dos animais. Outras são transmitidas a partir dos piolhos que estão presentes na ave e nos ninhos delas, além daquela transmitida por alimentos contaminados pelas fezes.

“A da criptococose, histoplasmose (fungos) e ornitose (ricketsia) são transmitidas a partir da inalação da poeira das fezes secas. Elas comprometem o aparelho respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central no caso da criptococose”, explicou Rodrigo Couto dos Santos.

De acordo com o médico veterinário, as doenças atingem tanto os humanos quanto os animais quando ingerem alimentos contaminados pelas fezes dos pombos. “A salmonelose pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados por fezes de pombos e compromete o aparelho digestivo dos humanos”, alertou o veterinário.

“A eimeriose ou coccidiose é uma doença que comumente pode ser transmitida pela ingestão de alimentos ou água contaminados pelas fezes de pombo. Ela afeta tantos os animais quanto o ser humano de qualquer idade. A maior incidência é em animais jovens. Essa doença afeta o aparelho digestivo. Os sintomas mais comunas são: diarreia com muco ou sangue, desidratação, anemia, perda de apetite, apatia, prostração e, nos casos mais graves, morte”, orientou.

Os piolhos podem causar problemas de pele. “Os ácaros, piolho, de pombos provenientes de aves e ninhos podem causar dermatites em contato com a pele do homem”, finalizou.

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