SÃO LOURENÇO ATUAL

Seminário discute Planejamento Físico e Financeiro da Coleta Seletiva em São Lourenço

O objetivo é o fortalecimento e ampliação da coleta seletiva no município
Seminário discute Planejamento Físico e Financeiro da Coleta Seletiva em São Lourenço
A técnica do Instituto Gesóis apresenta o seminário/Foto: SL Atual

Seminário discute Planejamento Físico e Financeiro da Coleta Seletiva em São Lourenço

Foi realizado na manhã desta quarta-feira, 30, o Seminário de Planejamento Físico e Financeiro da Coleta Seletiva em São Lourenço, que é a segunda fase de um trabalho em curso na cidade desde o mês de março de 2019 para implantar e fomentar a coleta seletiva.

O objetivo do planejamento é definir orçamentos e prazos para a execução das ações, além de auxiliar a gestão da coleta seletiva conforme a realidade do município. Entre as ações planejadas estão o formato de coleta, mobilização social, legislação e estabelecimento de indicadores de monitoramento.

Durante o seminário, o Instituto Gesóis, parceiro do município no trabalho de implementação da coleta seletiva, apresentou as etapas já concluídas e não concluídas das ações. Entre as ações já concluídas, estão a colocação dos Pontos de Entrega Voluntária (PEV) nas escolas para recolhimento dos materiais e a aquisição de veículo apropriado para os materiais. Entre as não concluídas está o incentivo e destinação da fração orgânica dos resíduos orgânicos, que são os restos de comida, cascas de frutas, folhas, entre outras.

Números apresentados pelo Gesóis mostram que a cidade produz 45 toneladas de lixo por dia. No primeiro semestre de 2019 eram recolhidas 11 toneladas por mês de materiais recicláveis. No segundo semestre, o número saltou para 240 toneladas/mês com capacidade para atingir 330 toneladas/mês.

Até o primeiro semestre deste ano, os resíduos, sem separação alguma, eram destinados ao lixão de São Lourenço e a poucos meses passou a ser destinado para o aterro sanitário da cidade de Nepomuceno. Os dados do Instituto ainda mostram que o custo para o envio do lixo atualmente é de R$ 126 mil mensal, podendo chegar a R$ 54 mil por mês com a ampliação da coleta seletiva e tratamento dos resíduos orgânicos. Com a destinação correta dos resíduos, o município já passa a receber os recursos do ICMS Ecológico.

De acordo com o presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Gustavo Ribeiro, a autarquia vem se empenhando para ampliar da coleta seletiva e implantar a separação dos resíduos urbanos.

“O SAAE tem passado em torno de R$ 20 mil para a Coopreci, que a cooperativa de catadores de material reciclável, e deixando de pagar R$ 40 mil por mês para o transbordo. Temos um ganho econômico passando essa quantia para Coopreci para ela retirar esse lixo que geraria custo para o transbordo. A retirada do lixo também gera ganhos ambiental, social para os 12 catadoress e de saúde pública”, complementou Gustavo Ribeiro.

Outro fator que vem contribuindo de maneira efetiva para o aumento da separação do material reciclado é o Projeto Reculturar. Através de uma parceria com as escolas da rede pública e privada, os alunos tem recebido incentivos para levar o material reciclável de casa para a escola. Lá o material é colocado no Pontos de Entrega Voluntária e é recolhido rotineiramente pela Coopreci. O vidro é excluído da coleta nas escolas por ser um material cortante quando quebrado e pode apresentar risco para os estudantes.

Segudo o presidente do Consórcio Ambiental Cidesea, Braz Leandro de Oliveira, já foram ministradas mais de cem palestras para conscientizar os alunos, professores e funcionários.

“Estamos trabalhando para que as pessoas mudem suas atitudes e impedir que o material agregado de valor financeira seja lançado na natureza impactando no meio ambiente ao invés de ajudar no complemento financeiro das pessoas”, disse Braz durante o seminário.

A implantação da Coleta Seletiva

O trabalho de implantação e ampliação da coleta seletiva em São Lourenço teve início em março de 2019 após ser selecionado entre diversos outros de Minas Gerais pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) para receber o trabalho do Instituto Gesóis.

A primeira fase do trabalho foi a de diagnóstico, onde através do estudo Gravimétrico, os técnicos puderam conhecer os materiais, quantitativo de cada um, entre outros, para propor soluções para a destinação correta dos resíduos.

 

 

 

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Foi realizado na manhã desta quarta-feira, 30, o Seminário de Planejamento Físico e Financeiro da Coleta Seletiva em São Lourenço, que é a segunda fase de um trabalho em curso na cidade desde o mês de março de 2019 para implantar e fomentar a coleta seletiva.

O objetivo do planejamento é definir orçamentos e prazos para a execução das ações, além de auxiliar a gestão da coleta seletiva conforme a realidade do município. Entre as ações planejadas estão o formato de coleta, mobilização social, legislação e estabelecimento de indicadores de monitoramento.

Durante o seminário, o Instituto Gesóis, parceiro do município no trabalho de implementação da coleta seletiva, apresentou as etapas já concluídas e não concluídas das ações. Entre as ações já concluídas, estão a colocação dos Pontos de Entrega Voluntária (PEV) nas escolas para recolhimento dos materiais e a aquisição de veículo apropriado para os materiais. Entre as não concluídas está o incentivo e destinação da fração orgânica dos resíduos orgânicos, que são os restos de comida, cascas de frutas, folhas, entre outras.

Números apresentados pelo Gesóis mostram que a cidade produz 45 toneladas de lixo por dia. No primeiro semestre de 2019 eram recolhidas 11 toneladas por mês de materiais recicláveis. No segundo semestre, o número saltou para 240 toneladas/mês com capacidade para atingir 330 toneladas/mês.

Até o primeiro semestre deste ano, os resíduos, sem separação alguma, eram destinados ao lixão de São Lourenço e a poucos meses passou a ser destinado para o aterro sanitário da cidade de Nepomuceno. Os dados do Instituto ainda mostram que o custo para o envio do lixo atualmente é de R$ 126 mil mensal, podendo chegar a R$ 54 mil por mês com a ampliação da coleta seletiva e tratamento dos resíduos orgânicos. Com a destinação correta dos resíduos, o município já passa a receber os recursos do ICMS Ecológico.

De acordo com o presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Gustavo Ribeiro, a autarquia vem se empenhando para ampliar da coleta seletiva e implantar a separação dos resíduos urbanos.

“O SAAE tem passado em torno de R$ 20 mil para a Coopreci, que a cooperativa de catadores de material reciclável, e deixando de pagar R$ 40 mil por mês para o transbordo. Temos um ganho econômico passando essa quantia para Coopreci para ela retirar esse lixo que geraria custo para o transbordo. A retirada do lixo também gera ganhos ambiental, social para os 12 catadoress e de saúde pública”, complementou Gustavo Ribeiro.

Outro fator que vem contribuindo de maneira efetiva para o aumento da separação do material reciclado é o Projeto Reculturar. Através de uma parceria com as escolas da rede pública e privada, os alunos tem recebido incentivos para levar o material reciclável de casa para a escola. Lá o material é colocado no Pontos de Entrega Voluntária e é recolhido rotineiramente pela Coopreci. O vidro é excluído da coleta nas escolas por ser um material cortante quando quebrado e pode apresentar risco para os estudantes.

Segudo o presidente do Consórcio Ambiental Cidesea, Braz Leandro de Oliveira, já foram ministradas mais de cem palestras para conscientizar os alunos, professores e funcionários.

“Estamos trabalhando para que as pessoas mudem suas atitudes e impedir que o material agregado de valor financeira seja lançado na natureza impactando no meio ambiente ao invés de ajudar no complemento financeiro das pessoas”, disse Braz durante o seminário.

A implantação da Coleta Seletiva

O trabalho de implantação e ampliação da coleta seletiva em São Lourenço teve início em março de 2019 após ser selecionado entre diversos outros de Minas Gerais pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) para receber o trabalho do Instituto Gesóis.

A primeira fase do trabalho foi a de diagnóstico, onde através do estudo Gravimétrico, os técnicos puderam conhecer os materiais, quantitativo de cada um, entre outros, para propor soluções para a destinação correta dos resíduos.

 

 

 

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