SÃO LOURENÇO ATUAL

A polêmica sobre o Hino Nacional

Se os hinos cívicos não forem ensinados e cantados nas escolas, onde serão?

Por Luís Cláudio de Carvalho

Na semana que passou uma das maiores polêmicas discutidas no país, sobretudo nas redes sociais, foi em relação ao Hino Nacional Brasileiro. Tudo começou com mais uma "mancada" do governo, dessa vez protagonizada pelo Ministro da Educação. Em mensagem do MEC às escolas, ele determinou que alunos, professores e funcionários, perfilados, cantassem o Hino Nacional e fossem filmados e os vídeos fossem enviados ao governo. Pior que isso, ainda quis que todos recitassem o slogan da campanha eleitoral do então candidato Jair Bolsonaro.

Além dos memes, deboches, revoltas e até desrespeito de alguns, criou-se a discussão sobre a obrigatoriedade de cantar o Hino Nacional Brasileiro nas escolas. Quando um país chega ao ponto de discutir se deve cantar seu hino nas escolas, já demonstra que alguma coisa está errada. Se os hinos cívicos não forem ensinados e cantados nas escolas, onde serão? E até mesmo a civilidade e o patriotismo dos pequenos e jovens cidadãos devem ser incentivados pela escola. Meu questionamento, e da grande maioria que se "rebelou", é quanto à maneira com que o ministro se dirigiu às escolas.

É fato que boa parte da população, não sem motivos, perdeu o encanto pelo Brasil. A falta de civilidade e de patriotismo vem aumentando ao longo dos anos. Infelizmente, a maioria das pessoas não sabe cantar corretamente o Hino Nacional. E isso é falha da escola, sim. E, claro, falta de interesse dos cidadãos. Afinal, além das facilidades do mundo moderno, ele é executado antes do início das partidas de futebol e nas cerimônias cívicas. Aí, já surge um problema: "executado". Até mesmo nas escolas e nas cerimônias ele é apresentado por uma gravação ou, quando muito, ao vivo por um coral. Deve ser por isso que quando as pessoas estão cantando juntas, quando chega na hora de iniciar os trechos "Brasil de um sonho intenso..." e "Brasil de amor eterno..." percebemos uma abaixada na voz e uma engasgada geral. Por que não se propõe que, em vez de ser executado, seja cantado?

Entendo que cantar regularmente o Hino Nacional nas escolas não vai transformar os alunos em boas pessoas e grandes cidadãos. Mas ensiná-lo, interpretá-lo e debatê-lo será de grande importância para aumentar a aprendizagem e o conhecimento dos alunos. Excetuando as matérias da área de Matemática, em todas as outras, principalmente em Português e Literatura, dá para se elaborar e ministrar grandes aulas usando nosso lindo Hino Nacional.

Diante de mais essa polêmica e de seus desdobramentos, podemos concluir que a população brasileira está longe de entender a importância da cidadania e o governo continua sem condições de apresentar propostas concretas para resolver os problemas que prometeu resolver. Como já disse alguém, Bolsonaro se preparou para candidato, mas não se preparou para exercer o mandato.

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A polêmica sobre o Hino Nacional

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Na semana que passou uma das maiores polêmicas discutidas no país, sobretudo nas redes sociais, foi em relação ao Hino Nacional Brasileiro. Tudo começou com mais uma "mancada" do governo, dessa vez protagonizada pelo Ministro da Educação. Em mensagem do MEC às escolas, ele determinou que alunos, professores e funcionários, perfilados, cantassem o Hino Nacional e fossem filmados e os vídeos fossem enviados ao governo. Pior que isso, ainda quis que todos recitassem o slogan da campanha eleitoral do então candidato Jair Bolsonaro.

Além dos memes, deboches, revoltas e até desrespeito de alguns, criou-se a discussão sobre a obrigatoriedade de cantar o Hino Nacional Brasileiro nas escolas. Quando um país chega ao ponto de discutir se deve cantar seu hino nas escolas, já demonstra que alguma coisa está errada. Se os hinos cívicos não forem ensinados e cantados nas escolas, onde serão? E até mesmo a civilidade e o patriotismo dos pequenos e jovens cidadãos devem ser incentivados pela escola. Meu questionamento, e da grande maioria que se "rebelou", é quanto à maneira com que o ministro se dirigiu às escolas.

É fato que boa parte da população, não sem motivos, perdeu o encanto pelo Brasil. A falta de civilidade e de patriotismo vem aumentando ao longo dos anos. Infelizmente, a maioria das pessoas não sabe cantar corretamente o Hino Nacional. E isso é falha da escola, sim. E, claro, falta de interesse dos cidadãos. Afinal, além das facilidades do mundo moderno, ele é executado antes do início das partidas de futebol e nas cerimônias cívicas. Aí, já surge um problema: "executado". Até mesmo nas escolas e nas cerimônias ele é apresentado por uma gravação ou, quando muito, ao vivo por um coral. Deve ser por isso que quando as pessoas estão cantando juntas, quando chega na hora de iniciar os trechos "Brasil de um sonho intenso..." e "Brasil de amor eterno..." percebemos uma abaixada na voz e uma engasgada geral. Por que não se propõe que, em vez de ser executado, seja cantado?

Entendo que cantar regularmente o Hino Nacional nas escolas não vai transformar os alunos em boas pessoas e grandes cidadãos. Mas ensiná-lo, interpretá-lo e debatê-lo será de grande importância para aumentar a aprendizagem e o conhecimento dos alunos. Excetuando as matérias da área de Matemática, em todas as outras, principalmente em Português e Literatura, dá para se elaborar e ministrar grandes aulas usando nosso lindo Hino Nacional.

Diante de mais essa polêmica e de seus desdobramentos, podemos concluir que a população brasileira está longe de entender a importância da cidadania e o governo continua sem condições de apresentar propostas concretas para resolver os problemas que prometeu resolver. Como já disse alguém, Bolsonaro se preparou para candidato, mas não se preparou para exercer o mandato.

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