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Sábado, 04 de julho de 2020
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Coluna

Ateu desmaterializou-se, a tremer na base

Quem tem tem medo...

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Ateu desmaterializou-se, a tremer na base...

            Éramos quatro a papearmos à porta da pousada, desfrutando do  agradável  frescor  noturno    e bem como da tranquilidade da doce cidade de Dores do Campo, MG,. Um dos companheiros presentes, reconhecido na pousada  como  pessoa excêntrica e extrovertida   pelo   procedimento   até   um  tanto     irreverente, àquela noite porém, mostrava-se bem estranho, mantendo-se circunspecto  como  algo   o perturbasse a ponto de deixa-lo disperso aos assuntos ora versados.

            Entre os papos discorridos, o excêntrico resolveu, nos pareceu, soltar as amarras dos seus grilhões  a por em questionamento o tema espiritismo; ou melhor, ateísmo , tendo em vista descrer  destas     ditas  filosofias apregoadas, cujas divergências nunca chegam a um bom senso, ou a um  consenso  quanto      as  possíveis ideias. Mas mesmo assim o cidadão insistia em manter o tema, como quisesse  algum    subsídio  para desanuviar sua demonstrada tensão no  seu semblante estampada.

            Contou-nos,  que passou por momentos conturbados, quanto  do  retorno  da    caminhada,     pois cruzou pela rua com uma possível “alma do outro mundo “,o que ia de encontro a seus  preceitos místicos e materialistas, a causar certa perplexidade pela possível e mera coincidência  o tal encontro sobrenatural.

            De súbito, sem que percebêssemos, um homem se chegou a nós solicitando informações, se saberíamos indicá-lo onde era a capela mortuária. Lamentando, não o atendemos por desconhecer o local. Mas ao retornarmos ao nosso papo, observei que o “ateu”, pálido, apoiou-se em mim e desmaiou. Com nossa ajuda, pela surpreendente situação, o levamos as pressas ao interior da pousada e acionamos a gerência na busca de um médico, quando o mesmo abrindo os olhos, já amparado por sua mulher aflita, balbuciou: - Mulher, eu estive com o espírito do falecido Genivaldo agora, indagando onde era a capela mortuária... Nisso aquele cidadão que havia nos abordado a momentos antes, se aproxima do “moribundo”, que se encontrava todo urinado e fala ao casal, que ao vê-lo, a mulher apavorada, põem-se a tremer. E Sem jeito, diz: - Não se assuste senhora, sou de carne e osso, e irmão gêmeo do falecido Genivaldo. Vocês conheciam o Genivaldo? Pois é, era um bom homem, boa alma. Ele nunca mencionou sobre mim e que tinha um irmão gêmeo de nome Givanildo? Ele morava em São Paulo  e eu vivo em Minas, na cidade de Passa Tempo, Muito prazer em conhecê-los, já que amigo do Genivaldo é meu amigo também. Estou aqui para levar seu corpo para São Paulo, onde a família o espera para sepultá-lo.

            Moral da história: O medo e o pavor, sempre estarão presentes, mesmo que as excentricidades   e o materialismo possam demonstrar o contrário...

Ah... Esses “Turistas Excêntricos ditos  materialistas”, quando situações se apresentam e não podem conter o pavor pela dita apregoada descrença, a demonstrar pela urinada, atribuindo como inconcebível se deixar levar por coisas absurdas de total abstratismo, são de fato uns fanfarrões a nos presentearem com instantes deveras pitorescos... Genivaldo tornou-se amigo do casal, quando prestou  seus serviços profissionais em Passa Tempo  servindo-os como taxista e, hoje pela manhã tomou ciência da sua morte, ao ligar para desfrutar novamente dos seus serviços durante sua estada em Minas...

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