SÃO LOURENÇO ATUAL

Caridade ou Castidade na extensão à luxúria

Santa Efigênia...

 

Recordando as histórias narradas pelo velho Messias, a qual tive a felicidade em conhecer por ocasião de uma visita à cidade de Vassouras, RJ, onde reside após aposentar-se pela Rede Ferroviária Federal, excedendo suas funções na fiscalização de tráfego naqueles ramais serranos, não poderia deixar de contar um episódio que de certa forma traz bastante picardia e humor.

Entre as localidades de Monte Azul e Sacra Família, lugarejos na época servidos pelo ramal férreo de Vassouras, cuja economia vigente era baseada na produção das fazendas coloniais de café e na pecuária, havia entre estes latifúndios, em especial, uma propriedade que se desvirtuou após a morte do proprietário, um velho "coronel".

Deixando a tocar os negócios a sua viúva, uma bela balzaquiana cujas qualidades e predicados físicos não eram de se jogar fora, a fogosa mulher, preocupada com seu destino, já que não era fadada ao ramo de negócios rurais, resolveu transformar a fazenda também em um hotel no intuito de obter recursos a ajudá-la a manter a propriedade.

Só que, infelizmente, não deu certo e a esperança de complementar o sustento foi por terra e as dívidas se multiplicaram. Foi então que, desesperada, cedeu aos caprichos e partiu rumo à capital confiando na sua desenvoltura e beleza e passou a contatar pessoas influentes como: políticos, industriais, comerciantes, entre outros, oferecendo-lhes momentos prazerosos em fins de semana, onde teriam a companhia de belas e jovens mulheres, como também um pequeno salão de jogos e uma mata preservada reservada ao naturismo, tudo dentro de absoluto sigilo, dada a seleção dos "clientes" previamente elaborada.

No início, foram selecionados e contatados alguns agentes ferroviários; coordenado por Messias, em Belém (atual Japeri) e em Governador Portella, o entroncamento férreo ao ramal de Vassouras. Suas incumbências eram baseadas na discrição às abordagens aos passageiros selecionados, quando procurassem os guichês de vendas de passagens à procura do Club da Efigênia, o qual as informações lhes eram transmitidas com a entrega de um cartão azul a autorizá-los a embarcar e assim que chegassem à parada do trem em Sacra Família; num veículo a levá-los à fazenda da Efigênia. Com o tempo, com as informações boca-a-boca sendo secretamente divulgado, o movimento foi num crescente avassalador e as reservas ficaram difíceis.

Numa ocasião, um dos agentes ferroviários que pela primeira vez ocupava como "agenciador" a função pelo afastamento do titular por férias, no afã de obter um ganho pela comissão na indicação de dois "clientes" ao Club da Efigênia, os quais apenas solicitavam orientações para chegar a Sacra Família, não se atendo à apresentação como convidados que foram ao guichê, tiveram pelo agente o fornecimento dos cartões azuis, seguido da orientação ao chegarem a Sacra Família para aguardarem o transporte.

Ao chegarem à parada de Sacra Família, deixaram o trem e ficaram no aguardo do tal transporte. Com o tempo passando, a estação deserta e ninguém para que pudessem obter informações, afinal o veículo prometido não apareceu, deixando o local, conseguiram abordar um charreteiro que passava, que surpreso lhes informou que este transporte à fazenda só era efetuado de quinta-feira à sábado ou domingo no regresso ao embarque no vagão fretado com destino a Gov. Portella. Mas, como eles possuíam os cartões azuis, ele os levaria até à porteira da fazenda, pois não era permitida a entrada na propriedade. Aceitando o oferecimento, lá foram os dois trotando caminho afora em busca da paz e do prazer.

À manhã seguinte, Messias à porta da estação de Gov. Portella, vê descerem da velha pick-up azul, dois cidadãos trajados igualmente num terno preto, onde ao peito viam-se dois crucifixos reluzentes a caracterizá-los como religiosos. Assustando-se, vai à direção do veículo e se admira ao ver ao volante Efigênia que, se mostrando intempestiva, passou-lhe dois cartões azuis a perguntar quem era Geraldo. De posse dos cartões, responde que é o substituto do João que entrara de férias.
Furiosa, Efigênia revela que aqueles padres lhe custaram bem caro para manter em sigilo o Club. O pior é que além do polpudo "donativo" que ofertou, os sem-vergonhas ainda desfrutaram de bom passadio e noite de luxúria com belas jovens.

Olhando o trem que acabara de aportar à plataforma rumo ao Rio de Janeiro, viram sobre acenos os dois enrustidos "cástidos" galgarem o vagão empunhando suas malas que, àquela altura, deveriam estar cheias e abarrotadas de "caridades".

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Caridade ou Castidade na extensão à luxúria

 

Recordando as histórias narradas pelo velho Messias, a qual tive a felicidade em conhecer por ocasião de uma visita à cidade de Vassouras, RJ, onde reside após aposentar-se pela Rede Ferroviária Federal, excedendo suas funções na fiscalização de tráfego naqueles ramais serranos, não poderia deixar de contar um episódio que de certa forma traz bastante picardia e humor.

Entre as localidades de Monte Azul e Sacra Família, lugarejos na época servidos pelo ramal férreo de Vassouras, cuja economia vigente era baseada na produção das fazendas coloniais de café e na pecuária, havia entre estes latifúndios, em especial, uma propriedade que se desvirtuou após a morte do proprietário, um velho "coronel".

Deixando a tocar os negócios a sua viúva, uma bela balzaquiana cujas qualidades e predicados físicos não eram de se jogar fora, a fogosa mulher, preocupada com seu destino, já que não era fadada ao ramo de negócios rurais, resolveu transformar a fazenda também em um hotel no intuito de obter recursos a ajudá-la a manter a propriedade.

Só que, infelizmente, não deu certo e a esperança de complementar o sustento foi por terra e as dívidas se multiplicaram. Foi então que, desesperada, cedeu aos caprichos e partiu rumo à capital confiando na sua desenvoltura e beleza e passou a contatar pessoas influentes como: políticos, industriais, comerciantes, entre outros, oferecendo-lhes momentos prazerosos em fins de semana, onde teriam a companhia de belas e jovens mulheres, como também um pequeno salão de jogos e uma mata preservada reservada ao naturismo, tudo dentro de absoluto sigilo, dada a seleção dos "clientes" previamente elaborada.

No início, foram selecionados e contatados alguns agentes ferroviários; coordenado por Messias, em Belém (atual Japeri) e em Governador Portella, o entroncamento férreo ao ramal de Vassouras. Suas incumbências eram baseadas na discrição às abordagens aos passageiros selecionados, quando procurassem os guichês de vendas de passagens à procura do Club da Efigênia, o qual as informações lhes eram transmitidas com a entrega de um cartão azul a autorizá-los a embarcar e assim que chegassem à parada do trem em Sacra Família; num veículo a levá-los à fazenda da Efigênia. Com o tempo, com as informações boca-a-boca sendo secretamente divulgado, o movimento foi num crescente avassalador e as reservas ficaram difíceis.

Numa ocasião, um dos agentes ferroviários que pela primeira vez ocupava como "agenciador" a função pelo afastamento do titular por férias, no afã de obter um ganho pela comissão na indicação de dois "clientes" ao Club da Efigênia, os quais apenas solicitavam orientações para chegar a Sacra Família, não se atendo à apresentação como convidados que foram ao guichê, tiveram pelo agente o fornecimento dos cartões azuis, seguido da orientação ao chegarem a Sacra Família para aguardarem o transporte.

Ao chegarem à parada de Sacra Família, deixaram o trem e ficaram no aguardo do tal transporte. Com o tempo passando, a estação deserta e ninguém para que pudessem obter informações, afinal o veículo prometido não apareceu, deixando o local, conseguiram abordar um charreteiro que passava, que surpreso lhes informou que este transporte à fazenda só era efetuado de quinta-feira à sábado ou domingo no regresso ao embarque no vagão fretado com destino a Gov. Portella. Mas, como eles possuíam os cartões azuis, ele os levaria até à porteira da fazenda, pois não era permitida a entrada na propriedade. Aceitando o oferecimento, lá foram os dois trotando caminho afora em busca da paz e do prazer.

À manhã seguinte, Messias à porta da estação de Gov. Portella, vê descerem da velha pick-up azul, dois cidadãos trajados igualmente num terno preto, onde ao peito viam-se dois crucifixos reluzentes a caracterizá-los como religiosos. Assustando-se, vai à direção do veículo e se admira ao ver ao volante Efigênia que, se mostrando intempestiva, passou-lhe dois cartões azuis a perguntar quem era Geraldo. De posse dos cartões, responde que é o substituto do João que entrara de férias.
Furiosa, Efigênia revela que aqueles padres lhe custaram bem caro para manter em sigilo o Club. O pior é que além do polpudo "donativo" que ofertou, os sem-vergonhas ainda desfrutaram de bom passadio e noite de luxúria com belas jovens.

Olhando o trem que acabara de aportar à plataforma rumo ao Rio de Janeiro, viram sobre acenos os dois enrustidos "cástidos" galgarem o vagão empunhando suas malas que, àquela altura, deveriam estar cheias e abarrotadas de "caridades".

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