SÃO LOURENÇO ATUAL

MENU
Logo
Quinta, 20 de janeiro de 2022
Publicidade
Publicidade

Coluna

É dizem que "viúvo' é quem morre...

Tem lá sua lógica...

Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

É, dizem que "viúvo" é quem morre...


            Lá estávamos nós mais uma vez em Campos do Jordão, só que agora a curtir o inverno e as maravilhas que a simpática cidade oferece aos turistas em termos de atrativos, como os tradicionais eventos culturais, onde a música através de concertos eruditos é o ponto máximo da alta temporada.

            No grupo a que nos integramos no hotel, por sinal bem interessante e agradável, incluía-se uma mulher cinquentona, bem apessoada de qualidades apresentáveis e bastante comunicativa, recentemente enviuvada, cujo procedimento de “singular deslumbramento” nos fazia acreditar tratar-se de pessoa desprovida de recatos, dada a liberdade externada pela “suposta franqueza” que passava às conversas descontraídas. Inclusive dento do grupo, já havia quem se referisse a ela como a “viúva alegre”, tais as falácias e atitudes expostas.

            Numa noite, após apreciarmos belíssimo concerto de cordas, seguimos a tomar um bom e escaldante chocolate com conhaque- afinal a temperatura beirava aos 2°graus- e fomos a uma aconchegante creperia. O salão quase lotado nos obrigou a nos espalhar pelas poucas mesas disponíveis. À medida que o tempo passava e os membros do grupo iam deixando o salão, permaneciam à antessala aguardando os demais. Com a totalidade já reunida, alguém se lembrou da “viúva alegre”, e uma das senhoras prontificou-se a ver se ela ainda iria demorar. Retornando quase de imediato, meio desconcertada, disse que a deslumbrada viúva ainda permanecia à mesa em altos papos com um cidadão a derramar todo o seu ”charme”... Diante do exposto, resolvemos seguir nossos caminhos, a deixar a viúva na nova companhia, quiçá em busca de suprir sua incômoda carência afetiva.

            Pela manhã no refeitório, com a maioria do grupo presente, eis que suspirando felicidade, cheia de sorrisos e esbanjando esnobação, a “viúva alegre”. Após juntar-se às companheiras, passou a ser o centro das atenções, naturalmente a contar os lances do “affaire” romanescos na creperia. Só que ela talvez não soubesse, que o seu “Romeu”, segundo contou o vigia da noite do hotel; à guia da excursão, que o viu chegar com ela em plena madrugada, que o tal homem era nada mais nada menos que o gigolô e explorador do bordel da periferia, muito conhecido e famoso no baixo meretrício. E recomendava que a turista fosse alertada de possíveis golpes, pois sua fama e conduta é se envolver com mulheres endinheiradas a procurar tirar proveito.

            Moral da história: Sabemos que toda viuvez à vida de um casal, será sempre um grande impacto emocional e de perda, mas como diz o dito popular, a fila anda e vida que segue. Só que se deve ter cuidado ao retomar esse lugar na fila, pois às vezes podemos tropeçar com consequências danosas na vida que segue, ao tentar amenizar este sofrimento.

            Ah... essas” turistas deslumbradas” ao verem-se longe dos olhos dos seus” habitues”, que se lançam à caça desordenada a fim de suprirem as carências amorosas da viuvez, esquecendo-se do finado, são na verdade umas “impulsivas hormonais” que vivem pelo deslumbre a “matar cachorro a grito”, tornando essas investidas impulsivas bastante pitorescas...

Comentários:

Deixe sua mensagem para a redação ;)