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Segunda, 17 de maio de 2021
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Coluna

E pagaram MICO de verdade..

Mas que foi engraçado, isso lá foi...

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E pagaram um mico de verdade

 

Lá ia o expresso campista noturno cortando a noite, onde nos vagões imperava o silêncio, que vez por outra era interrompido pelos apitos da locomotiva, quando nesse "ninho" de paz e tranquilidade, uma voz rouca de mulher se sobressai, a dizer: - Pare com isso, deixa de brincadeira! De súbito novamente, a voz agora mais impaciente volta a ecoar: - Não aceito isso, chega, por favor!

 

Nessa altura parte dos passageiros, pelo movimento do corpo as poltronas, pareceu se incomodar. Não tardou, a mulher já irada, erguendo-se do assento, esbravejando, a pronunciar impropérios inconsequentes, talvez indignada, lança em direção ao fundo do vagão algo, que dado ao atingir alguém, pelo grito expressado, eleva-se da poltrona e profere palavras de protestos, que a coisa não ia ficar assim.  Era um cidadão calvo, que mostrava um miolo de maçã, dizendo que não tinha nada a ver com o problema e exigia respeito no recinto e que sua calva se mostrava ferida ao ser atingida. Alguém resolve interceder a dizer que não era possível um miolo de maçã causar tanto estrago. O vitimado então retrucou a dizer por que não foi na careca da sua mãe! Estava formado o furdunço com violento bate-boca na troca de insultos, seguido de generalizado burburinho entre os passageiros a protestarem pelo ato vandálico, de algum inconsequente ao se utilizar de um resto de maçã...

 

A coisa fervia, quando Evandro, chefe do trem, surge no recinto acompanhado do guarda-freio que o avisara da confusão. Como mediador, tenta restabelecer a ordem. Sabedor da ocorrência se impõe pela autoridade e pede aquele que deu início a suposta brincadeira, que se contivesse para evitar maiores consequências. Afinal trem não possui lona e, portanto, não é circo e nem tem picadeiro para exi bições de palhaçadas. Quando parecia que a calma retornaria, um senhor é atingido na orelha por uma casca de banana e tudo recomeça. Evandro indignado e desrespeitado, não se conforma e de posse do lampião, o eleva e vê no bagageiro algo se mexer. Apressado vai ao local e, ao fuçar uma saca volumosa, surge um Mico-Estrela, que assustado afasta-se a pular em disparada sobre os volumes e por fim descer ao chão desaparecendo. No corre-corre, onde cada um tentava se proteger, principalmente as mulheres, foram à caça do ágil animal, que infelizmente sumiu naquela penumbra de mortiça Luz do carbureto à porta do toalete. Após a frustrada caçada, Evandro recomenda a todos que se mantenham alerta e qualquer problema avisem ao guarda-freios à varanda. Por duas vezes retornou ao vagão sem que houvesse novidades.

 

Ao chegar a Campos dos Coytacazes (RJ) à plataforma, soube por aquele homem da casca de banana, que em Macaé, um rapaz deixou o trem portando além da mala, uma caixa de madeira com furos nas laterais, onde pôde observar, por rápida visão, o rabo do mico pelo lado de fora.

Evandro sorrindo, agradeceu a informação e dado ao saber do abuso do passageiro dono do animal, em transportá-lo na viagem; o que não é permitido, foi obrigado a passar ao livro de bordo tal ocorrência. O que demandaria mais cuidados e atenção dos roleteiros ao acesso às plataformas de embarque»

 

Mas que pagaram um MICO, isso não se discute! Diante de tanta confusão quase entre tapas e beijos onde um pequenino animal deliciou-se com seu saboroso farnel de frutas e derivados...

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