SÃO LOURENÇO ATUAL

Em defesa da política

Ela precisa ser fortalecida e não enfraquecida, como vem ocorrendo

Por Luís Cláudio de Carvalho

Embora nos últimos anos venha sofrendo um desmonte e sendo demonizada por uma parte da imprensa e por alguns novos postulantes a cargos públicos, a política é muito importante. No seu sentido exato, que é a forma de organização para pleitear o poder e governar visando o bem comum, ela precisa ser fortalecida e não enfraquecida, como vem ocorrendo. Não sem motivos, muitos estão confundindo política com politicagem. Essa, sim, deve ser banida.

As conversas, as discussões, as articulações e, até mesmo, as manobras são perfeitamente aceitáveis e necessárias para possibilitar as candidaturas e viabilizar as administrações públicas. Desde que não haja abuso de poder econômico e, muito menos, uso indevido de recursos públicos, nem qualquer tipo de ilicitude e corrupção, a política tem que fazer parte do jogo.

Entendo o descrédito da política e dos políticos, bem como a revolta dos cidadãos. Afinal, os resultados políticos dos últimos tempos demonstram que mudanças são necessárias. Velhas práticas não estão sendo aceitas. Mas, na verdade, o que vem ocorrendo é a sobreposição da politicagem à política. O que não pode haver é a anulação da política. As lideranças e todos os envolvidos terão que encontrar uma saída para essa crise de desconfiança e conseguir uma maneira de valorizar a política.

Mesmo com a negação da política, eleitos nas últimas eleições estão tendo que fazer uso dela, inclusive com "distribuição" de cargos públicos, para viabilizarem seus governos. Bolsonaro, com todo o apoio popular que tem, terá que fazer concessões. Do contrário, não terá votos suficientes no Congresso para aprovar as reformas propostas e implantar as mudanças que prometeu. Romeu Zema, um dos eleitos menos político, já percebeu que terá que fazer uso da política e dar espaço aos políticos no governo. Não vejo mal nenhum nisso. Desde que saibam distinguir o público do privado, o interesse público dos interesses pessoais e respeitem a legislação e a vontade popular, todos podem e devem encarar a política, sem nenhum constrangimento ou culpa.

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Em defesa da política

Por Luís Cláudio de Carvalho

Embora nos últimos anos venha sofrendo um desmonte e sendo demonizada por uma parte da imprensa e por alguns novos postulantes a cargos públicos, a política é muito importante. No seu sentido exato, que é a forma de organização para pleitear o poder e governar visando o bem comum, ela precisa ser fortalecida e não enfraquecida, como vem ocorrendo. Não sem motivos, muitos estão confundindo política com politicagem. Essa, sim, deve ser banida.

As conversas, as discussões, as articulações e, até mesmo, as manobras são perfeitamente aceitáveis e necessárias para possibilitar as candidaturas e viabilizar as administrações públicas. Desde que não haja abuso de poder econômico e, muito menos, uso indevido de recursos públicos, nem qualquer tipo de ilicitude e corrupção, a política tem que fazer parte do jogo.

Entendo o descrédito da política e dos políticos, bem como a revolta dos cidadãos. Afinal, os resultados políticos dos últimos tempos demonstram que mudanças são necessárias. Velhas práticas não estão sendo aceitas. Mas, na verdade, o que vem ocorrendo é a sobreposição da politicagem à política. O que não pode haver é a anulação da política. As lideranças e todos os envolvidos terão que encontrar uma saída para essa crise de desconfiança e conseguir uma maneira de valorizar a política.

Mesmo com a negação da política, eleitos nas últimas eleições estão tendo que fazer uso dela, inclusive com "distribuição" de cargos públicos, para viabilizarem seus governos. Bolsonaro, com todo o apoio popular que tem, terá que fazer concessões. Do contrário, não terá votos suficientes no Congresso para aprovar as reformas propostas e implantar as mudanças que prometeu. Romeu Zema, um dos eleitos menos político, já percebeu que terá que fazer uso da política e dar espaço aos políticos no governo. Não vejo mal nenhum nisso. Desde que saibam distinguir o público do privado, o interesse público dos interesses pessoais e respeitem a legislação e a vontade popular, todos podem e devem encarar a política, sem nenhum constrangimento ou culpa.

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