SÃO LOURENÇO ATUAL

Mais um desastre e os mesmos “mimimis”

Os comentários descabidos e a propagação de fakes news só aumentam

Por Luís Cláudio de Carvalho

             Entre outras tragédias ocorridas no país, de menor ou maior grau, nos últimos tempos, há três anos e dois meses, foi o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, e, há quatro meses o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Mais uma vez, assistimos com perplexidade e uma grande sensação de impotência, na semana que passou, o rompimento da barragem na Mina Feijão, em Brumadinho. Não dá para mensurar o tamanho do desastre, tão grande a quantidade de pessoas atingidas, direta ou indiretamente, com centenas de mortes de humanos e animais, e mais um dano irreparável ao meio ambiente. Como sempre, a falta de investimentos financeiros e o descaso das autoridades brasileiras na fiscalização de empreendimentos que trazem grandes riscos às pessoas e ao meio ambiente são as principais causas.

            Mais perplexo que com mais essa tragédia, fiquei com as manifestações das pessoas em relação ao ocorrido. Nessas horas, com a facilidade de acesso à comunicação fica fácil expressar e, também, analisar os comentários das pessoas. Mas, sem querer desvalorizar a comoção causada pela grande tragédia e, muito menos, julgar o sentimento delas, percebi o tamanho da hipocrisia de muitos. É impressionante como nessa hora, em que tantos choram a dor de tamanha desgraça, outros se preocupem em colocar a culpa em inimigos e adversários políticos. Os comentários descabidos e a propagação de fakes news, acusando, defendendo, divulgando fotos e vídeos falsos, oferecendo e pedindo ajuda, só aumentam. Sem contar a quantidade de gente bem intencionada, querendo ajudar com arrecadação de donativos, desorganizada e desordenadamente. Agora, até divulgação de contas bancárias para depósitos de dinheiro apareceu.

            É sempre assim: depois do leite derramado, correm autoridades e pessoas diversas para tentarem dar alguma explicação, cobrar atitudes e lamentar a tragédia. Daqui uns dias, quando a mídia parar de tocar no assunto, excetuando os atingidos diretamente, ninguém mais vai se lembrar dos acontecimentos. E outras barragens de rejeitos de minério, barragens de usinas hidrelétricas, pontes, viadutos e outras tantas grandes obras antigas e corroídas pelo tempo continuam se deteriorando, sem fiscalização e nenhuma providência.

            Agora, saindo das questões nacionais e estaduais, e “trazendo à tona” a questão municipal, mais uma vez questiono: existe uma preocupação das autoridades e dos cidadãos em geral com a possibilidade de eventuais incêndios e desabamentos em São Lourenço? As marquises, especialmente as do centro comercial, muitas pintadas e escondidas em painéis e letreiros, estão em perfeito estado de conservação? As grandes pontes, como as da Federal e do Ramon, que não foram reformadas, não oferecem riscos de desabamentos? Lembram do problema surgido na Ponte da Estação? Do transtorno que causou? Pois é. Está na hora de preocuparmos mais com os problemas locais. Depois não adianta chorar o leite derramado.

 

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Mais um desastre e os mesmos “mimimis”

Por Luís Cláudio de Carvalho

             Entre outras tragédias ocorridas no país, de menor ou maior grau, nos últimos tempos, há três anos e dois meses, foi o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, e, há quatro meses o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Mais uma vez, assistimos com perplexidade e uma grande sensação de impotência, na semana que passou, o rompimento da barragem na Mina Feijão, em Brumadinho. Não dá para mensurar o tamanho do desastre, tão grande a quantidade de pessoas atingidas, direta ou indiretamente, com centenas de mortes de humanos e animais, e mais um dano irreparável ao meio ambiente. Como sempre, a falta de investimentos financeiros e o descaso das autoridades brasileiras na fiscalização de empreendimentos que trazem grandes riscos às pessoas e ao meio ambiente são as principais causas.

            Mais perplexo que com mais essa tragédia, fiquei com as manifestações das pessoas em relação ao ocorrido. Nessas horas, com a facilidade de acesso à comunicação fica fácil expressar e, também, analisar os comentários das pessoas. Mas, sem querer desvalorizar a comoção causada pela grande tragédia e, muito menos, julgar o sentimento delas, percebi o tamanho da hipocrisia de muitos. É impressionante como nessa hora, em que tantos choram a dor de tamanha desgraça, outros se preocupem em colocar a culpa em inimigos e adversários políticos. Os comentários descabidos e a propagação de fakes news, acusando, defendendo, divulgando fotos e vídeos falsos, oferecendo e pedindo ajuda, só aumentam. Sem contar a quantidade de gente bem intencionada, querendo ajudar com arrecadação de donativos, desorganizada e desordenadamente. Agora, até divulgação de contas bancárias para depósitos de dinheiro apareceu.

            É sempre assim: depois do leite derramado, correm autoridades e pessoas diversas para tentarem dar alguma explicação, cobrar atitudes e lamentar a tragédia. Daqui uns dias, quando a mídia parar de tocar no assunto, excetuando os atingidos diretamente, ninguém mais vai se lembrar dos acontecimentos. E outras barragens de rejeitos de minério, barragens de usinas hidrelétricas, pontes, viadutos e outras tantas grandes obras antigas e corroídas pelo tempo continuam se deteriorando, sem fiscalização e nenhuma providência.

            Agora, saindo das questões nacionais e estaduais, e “trazendo à tona” a questão municipal, mais uma vez questiono: existe uma preocupação das autoridades e dos cidadãos em geral com a possibilidade de eventuais incêndios e desabamentos em São Lourenço? As marquises, especialmente as do centro comercial, muitas pintadas e escondidas em painéis e letreiros, estão em perfeito estado de conservação? As grandes pontes, como as da Federal e do Ramon, que não foram reformadas, não oferecem riscos de desabamentos? Lembram do problema surgido na Ponte da Estação? Do transtorno que causou? Pois é. Está na hora de preocuparmos mais com os problemas locais. Depois não adianta chorar o leite derramado.

 

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