SÃO LOURENÇO ATUAL

Não ao revanchismo e ao terceiro turno

O momento deve ser de esperança. Tanto no sentido de esperar o tempo passar, quanto no que os eleitos façam um bom governo

Por Luís Cláudio de Carvalho

           Os candidatos e os partidos que perderam as eleições precisam ter a responsabilidade de não alimentar o revanchismo e nem incentivar o terceiro turno. Têm o direito de se lançarem na disputa novamente, mas, antes, têm que entender o recado das urnas e fazer uma autocrítica. Não podem cometer os mesmos erros que Aécio, o PSDB e seus aliados cometeram há quatro anos. Principalmente o PT e seus partidos satélites, que tanto criticaram tal atitude. Quem não aprende com os erros e com as suas próprias experiências ou com os acontecimentos passados não pode propor nada para o futuro.

          É natural que logo em seguida à apuração dos votos, ainda no calor da disputa e com os nervos à flor da pele, tanto pela vitória quanto pela derrota, algumas pessoas não tenham a serenidade necessária para se manifestarem. Alguns acabam influenciados pela euforia do momento e falam ou agem fora dos padrões. Mas espera-se que, passado esse momento, voltem a se comportar com naturalidade. Refiro, até então, aos eleitores, cidadãos comuns. O que não podemos aceitar é que pessoas públicas, lideranças, políticos e, principalmente, candidatos participantes do pleito, não tenham a postura necessária, se negando a aceitar os resultados das urnas e a vontade popular.

          Embora as recentes eleições tenham contado, na fase da campanha eleitoral, com um enorme número de fake news, e alguns eleitores e candidatos tenham colocado em dúvida a confiabilidade das pesquisas de intenção de voto e das urnas eletrônicas, o processo foi extremamente democrático e isento de qualquer tipo de fraude. O mínimo que devemos fazer é reconhecer as eleições limpas e democráticas e aceitar a vontade popular. É muito cedo para fazer qualquer avaliação do presidente eleito. Portanto, não cabe qualquer tipo de manifestação ou protesto por parte dos partidos e dos candidatos concorrentes.

          Nunca esquecerei de uma de minhas primeiras ressacas eleitorais. Em 1996, levamos um "chocolate" do Nega Veia nas urnas. Nossa chapa majoritária era formada pelo Carlinhos Sanches e Dr. Gabriel. Elegemos a Bernadete Guimarães e o Dr. Márcio Santiago para a Câmara Municipal. Em uma das primeiras reuniões do partido após a eleição, com muitos companheiros inconformados e exaltados, alguns propuseram uma reação imediata de oposição ao Nega Veia; a Bernadete levantou e disse, com muita convicção: "oposição burra eu não faço". Ela defendeu que se esperasse pelo menos alguns meses, para o novo prefeito tomar pé da situação e iniciar suas ações. E, como sempre, estava certa. Depois de vários meses ela começou a exercer seu papel fiscalizador e deu início às primeiras denúncias contra a administração municipal.

          O momento deve ser de esperança. Tanto no sentido de esperar o tempo passar, quanto no sentido de esperar que os eleitos façam um bom governo.

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Não ao revanchismo e ao terceiro turno

Por Luís Cláudio de Carvalho

           Os candidatos e os partidos que perderam as eleições precisam ter a responsabilidade de não alimentar o revanchismo e nem incentivar o terceiro turno. Têm o direito de se lançarem na disputa novamente, mas, antes, têm que entender o recado das urnas e fazer uma autocrítica. Não podem cometer os mesmos erros que Aécio, o PSDB e seus aliados cometeram há quatro anos. Principalmente o PT e seus partidos satélites, que tanto criticaram tal atitude. Quem não aprende com os erros e com as suas próprias experiências ou com os acontecimentos passados não pode propor nada para o futuro.

          É natural que logo em seguida à apuração dos votos, ainda no calor da disputa e com os nervos à flor da pele, tanto pela vitória quanto pela derrota, algumas pessoas não tenham a serenidade necessária para se manifestarem. Alguns acabam influenciados pela euforia do momento e falam ou agem fora dos padrões. Mas espera-se que, passado esse momento, voltem a se comportar com naturalidade. Refiro, até então, aos eleitores, cidadãos comuns. O que não podemos aceitar é que pessoas públicas, lideranças, políticos e, principalmente, candidatos participantes do pleito, não tenham a postura necessária, se negando a aceitar os resultados das urnas e a vontade popular.

          Embora as recentes eleições tenham contado, na fase da campanha eleitoral, com um enorme número de fake news, e alguns eleitores e candidatos tenham colocado em dúvida a confiabilidade das pesquisas de intenção de voto e das urnas eletrônicas, o processo foi extremamente democrático e isento de qualquer tipo de fraude. O mínimo que devemos fazer é reconhecer as eleições limpas e democráticas e aceitar a vontade popular. É muito cedo para fazer qualquer avaliação do presidente eleito. Portanto, não cabe qualquer tipo de manifestação ou protesto por parte dos partidos e dos candidatos concorrentes.

          Nunca esquecerei de uma de minhas primeiras ressacas eleitorais. Em 1996, levamos um "chocolate" do Nega Veia nas urnas. Nossa chapa majoritária era formada pelo Carlinhos Sanches e Dr. Gabriel. Elegemos a Bernadete Guimarães e o Dr. Márcio Santiago para a Câmara Municipal. Em uma das primeiras reuniões do partido após a eleição, com muitos companheiros inconformados e exaltados, alguns propuseram uma reação imediata de oposição ao Nega Veia; a Bernadete levantou e disse, com muita convicção: "oposição burra eu não faço". Ela defendeu que se esperasse pelo menos alguns meses, para o novo prefeito tomar pé da situação e iniciar suas ações. E, como sempre, estava certa. Depois de vários meses ela começou a exercer seu papel fiscalizador e deu início às primeiras denúncias contra a administração municipal.

          O momento deve ser de esperança. Tanto no sentido de esperar o tempo passar, quanto no sentido de esperar que os eleitos façam um bom governo.

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