SÃO LOURENÇO ATUAL

O recado das urnas

Cabe aos políticos interpretá-lo e aos seus autores a coerência de se adequarem a ele

Por Luís Cláudio de Carvalho

             Em todas as eleições, as urnas dão um recado. Cabe aos políticos interpretá-lo e aos seus autores a coerência de se adequarem a ele. Nas eleições desse ano o recado foi muito claro. Os eleitores disseram não ao caciquismo, aos partidos tradicionais e às velhas práticas políticas. Ficou explicitada, também, a reprovação à corrupção. O próprio processo eleitoral também deu seu recado, se mostrando eficaz, com o fortalecimento das pesquisas de intenção de voto e a confiabilidade das urnas eletrônicas. As previsões de erros e de fraudes não se sustentaram.

            Embora tenha havido atenção exageradamente voltada à eleição do presidente da República, houve uma preocupação com os legislativos, com uma grande renovação no Senado, na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas. Um pouco por conta dos acirramentos nas disputas nas chapas majoritárias, mas também pelo espírito de mudanças que aumentou nessas eleições, os eleitores mandaram nomes fortes e tradicionais da política, alguns com décadas de mandatos, pra casa.

            Especificamente no que diz respeito ao caciquismo, a maioria dos indicados pelas cúpulas partidárias, especialmente dos grandes partidos, não obteve êxito nas urnas. Alguns pagaram o preço por suas ações passadas e outros pelos “pecados” de seus líderes e aliados. O importante é que os eleitores demonstraram maturidade e consciência política, deixando claro que cada um é dono de seu próprio voto. É claro que ainda existem aqueles que “vão na onda”, acompanhando a maioria, para não perderem o voto. Mas houve um progresso considerável da cidadania.

            As velhas práticas políticas não prosperaram, dando vez às novas formas de fazer política e campanhas eleitorais. A instantaneidade da internet e das redes sociais mostraram a eficiência da tecnologia e o barateamento das campanhas. Uma boa oportunidade para acabar com o horário eleitoral obrigatório no rádio e na TV. Atualmente, a concorrência desleal, promovida pelo poder financeiro, ficou menor.

            Quanto aos autores do recado, os eleitores, estes deverão se adequar ao recado dado, sendo coerentes com o que estão propondo. Afinal, a corrupção não é exclusividade dos políticos, candidatos ou partidos. Ela está pertinho de nós e precisa ser vigiada e combatida constantemente. O comportamento do cidadão deve ser o maior exemplo à classe política e à sociedade. Que essas eleições representem uma grande mudança. Pra melhor, é claro.

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O recado das urnas

Por Luís Cláudio de Carvalho

             Em todas as eleições, as urnas dão um recado. Cabe aos políticos interpretá-lo e aos seus autores a coerência de se adequarem a ele. Nas eleições desse ano o recado foi muito claro. Os eleitores disseram não ao caciquismo, aos partidos tradicionais e às velhas práticas políticas. Ficou explicitada, também, a reprovação à corrupção. O próprio processo eleitoral também deu seu recado, se mostrando eficaz, com o fortalecimento das pesquisas de intenção de voto e a confiabilidade das urnas eletrônicas. As previsões de erros e de fraudes não se sustentaram.

            Embora tenha havido atenção exageradamente voltada à eleição do presidente da República, houve uma preocupação com os legislativos, com uma grande renovação no Senado, na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas. Um pouco por conta dos acirramentos nas disputas nas chapas majoritárias, mas também pelo espírito de mudanças que aumentou nessas eleições, os eleitores mandaram nomes fortes e tradicionais da política, alguns com décadas de mandatos, pra casa.

            Especificamente no que diz respeito ao caciquismo, a maioria dos indicados pelas cúpulas partidárias, especialmente dos grandes partidos, não obteve êxito nas urnas. Alguns pagaram o preço por suas ações passadas e outros pelos “pecados” de seus líderes e aliados. O importante é que os eleitores demonstraram maturidade e consciência política, deixando claro que cada um é dono de seu próprio voto. É claro que ainda existem aqueles que “vão na onda”, acompanhando a maioria, para não perderem o voto. Mas houve um progresso considerável da cidadania.

            As velhas práticas políticas não prosperaram, dando vez às novas formas de fazer política e campanhas eleitorais. A instantaneidade da internet e das redes sociais mostraram a eficiência da tecnologia e o barateamento das campanhas. Uma boa oportunidade para acabar com o horário eleitoral obrigatório no rádio e na TV. Atualmente, a concorrência desleal, promovida pelo poder financeiro, ficou menor.

            Quanto aos autores do recado, os eleitores, estes deverão se adequar ao recado dado, sendo coerentes com o que estão propondo. Afinal, a corrupção não é exclusividade dos políticos, candidatos ou partidos. Ela está pertinho de nós e precisa ser vigiada e combatida constantemente. O comportamento do cidadão deve ser o maior exemplo à classe política e à sociedade. Que essas eleições representem uma grande mudança. Pra melhor, é claro.

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