SÃO LOURENÇO ATUAL

Religião e Cultura, eterna complexidade...

Religião, doutrinas e seitas, cada qual segue o que lhe convém...

Ao chegarmos a uma parada rodoviária na localidade de Biguaçu ,SC, visando esticarmos as pernas, afinal vinhamos há horas de estrada e, óbvio, a barriga dava sinais de reabastecer. Ao nosso lado, estacionou uma VAN, cujos ocupantes pelo aspecto físico, nos levava a crer, tratarem-se de origem árabe. Não deu outra, quando alguns se expressaram a falar.

Já no interior do toalete, ocupando-me do lavatório, os árabes começaram a entrar e se servirem dos box dos mictórios, em total silêncio com fisionomias sisudas, o que de certa maneira estranhei o procedimento, pois o grupo se mostrava alegre e descontraído ao deixar o veículo.

De repente, dois deles adentram ao recinto, em total descontração, falando, rindo, enfim, alegres e dirigiram-se aos mictórios em continuado e animado papo. Os amigos que ali estavam, percebi, passaram a olhá-los expressando um semblante ainda mais taciturno e circunspecto, até mesmo recriminatório, como quisessem na demonstração fisionômica, repreendê-los pela forma com que se comportavam. Confesso que não vi qualquer anormalidade, afinal, ali é local público reservado, onde a descontração é normal, dado o momento fisiológico, cujo relaxar natural ocorre e, as formalidades são deixadas de lado.

De súbito, um dos que deixava o box, chegou-se aos dois descontraídos, que lado a lado se posicionavam e, com dura aspereza, pagou geral, dizendo que como muçulmanos, deveriam saber que aquele local não se pode falar, ou expressar alegria, pois é um ambiente sujo e nefasto, onde são postos para fora todos os dejetos, negatividades e os espíritos malignos, que ali se encontram vagando, e com isso, se aproveitando de suas almas, a proporcionar aos seus corpos, futuras complicações, a trazer às suas vidas, malefícios irreversíveis pelo desrespeito ao alcorão nos ensinamentos de Alá. Por isso, deveriam pedir perdão, orando a Maomé. Um dos advertidos argumentou que não estavam em Meca e sim no Brasil, por isso não se ligou ao Alcorão. Uma bofetada súbita ecoou no ar e os dois foram castigados pelos demais com cusparadas. Surpreso e estarrecido, deixei o toalete rumando à lanchonete, aonde cheguei a minha mulher, que deixava o seu toalete, a narrar o ocorrido.

Só que a perplexidade foi maior, quando os dois castigados, veieram se juntar aos punidores, participando alegremente do lanche, como se nada houvesse acontecido, no que pese as faces avermelhadas pelas bofetadas levadas, ainda se fizesse presente. Animadamente integrados aos amigos, que os aguardavam, comeram, beber, riram alegremente e seguiram viagem, na VAN rumo ao destino a eles traçados, e nós ali boquiabertos, sem nada entender, limitamo-nos a menear as cabeças sob sorrisos, a atribuir que cada um tem sua cultura a seguir, mesmo que aos nossos olhos pareça um grande absurdo.

Moral da história: Religião, doutrinas e seitas, cada qual segue o que lhe convém...

Ah... Esses “Turistas Abnegados”, as suas culturas religiosas milenares, cujos seguimentos doutrinários são cumpridos à risca, mesmo que estejamos em pleno século XXI, aonde a tecnologia evolutiva vem transformando os paradigmas tradicionais religiosos e, não se adaptam a realidade contemporânea, só nos resta a pedir desculpas pelos momentos pitorescos oferecidos, no que tange o local, pelo visto inapropriado, onde presenciei tal cena inusitada.

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Religião e Cultura, eterna complexidade...

Ao chegarmos a uma parada rodoviária na localidade de Biguaçu ,SC, visando esticarmos as pernas, afinal vinhamos há horas de estrada e, óbvio, a barriga dava sinais de reabastecer. Ao nosso lado, estacionou uma VAN, cujos ocupantes pelo aspecto físico, nos levava a crer, tratarem-se de origem árabe. Não deu outra, quando alguns se expressaram a falar.

Já no interior do toalete, ocupando-me do lavatório, os árabes começaram a entrar e se servirem dos box dos mictórios, em total silêncio com fisionomias sisudas, o que de certa maneira estranhei o procedimento, pois o grupo se mostrava alegre e descontraído ao deixar o veículo.

De repente, dois deles adentram ao recinto, em total descontração, falando, rindo, enfim, alegres e dirigiram-se aos mictórios em continuado e animado papo. Os amigos que ali estavam, percebi, passaram a olhá-los expressando um semblante ainda mais taciturno e circunspecto, até mesmo recriminatório, como quisessem na demonstração fisionômica, repreendê-los pela forma com que se comportavam. Confesso que não vi qualquer anormalidade, afinal, ali é local público reservado, onde a descontração é normal, dado o momento fisiológico, cujo relaxar natural ocorre e, as formalidades são deixadas de lado.

De súbito, um dos que deixava o box, chegou-se aos dois descontraídos, que lado a lado se posicionavam e, com dura aspereza, pagou geral, dizendo que como muçulmanos, deveriam saber que aquele local não se pode falar, ou expressar alegria, pois é um ambiente sujo e nefasto, onde são postos para fora todos os dejetos, negatividades e os espíritos malignos, que ali se encontram vagando, e com isso, se aproveitando de suas almas, a proporcionar aos seus corpos, futuras complicações, a trazer às suas vidas, malefícios irreversíveis pelo desrespeito ao alcorão nos ensinamentos de Alá. Por isso, deveriam pedir perdão, orando a Maomé. Um dos advertidos argumentou que não estavam em Meca e sim no Brasil, por isso não se ligou ao Alcorão. Uma bofetada súbita ecoou no ar e os dois foram castigados pelos demais com cusparadas. Surpreso e estarrecido, deixei o toalete rumando à lanchonete, aonde cheguei a minha mulher, que deixava o seu toalete, a narrar o ocorrido.

Só que a perplexidade foi maior, quando os dois castigados, veieram se juntar aos punidores, participando alegremente do lanche, como se nada houvesse acontecido, no que pese as faces avermelhadas pelas bofetadas levadas, ainda se fizesse presente. Animadamente integrados aos amigos, que os aguardavam, comeram, beber, riram alegremente e seguiram viagem, na VAN rumo ao destino a eles traçados, e nós ali boquiabertos, sem nada entender, limitamo-nos a menear as cabeças sob sorrisos, a atribuir que cada um tem sua cultura a seguir, mesmo que aos nossos olhos pareça um grande absurdo.

Moral da história: Religião, doutrinas e seitas, cada qual segue o que lhe convém...

Ah... Esses “Turistas Abnegados”, as suas culturas religiosas milenares, cujos seguimentos doutrinários são cumpridos à risca, mesmo que estejamos em pleno século XXI, aonde a tecnologia evolutiva vem transformando os paradigmas tradicionais religiosos e, não se adaptam a realidade contemporânea, só nos resta a pedir desculpas pelos momentos pitorescos oferecidos, no que tange o local, pelo visto inapropriado, onde presenciei tal cena inusitada.

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